quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

INTEGRIDADE NA VIDA SOCIAL


ACAMPAMENTO DE CARNAVAL - Pr. FLÁVIO HERINGER

A integridade é fundamental na constituição de qualquer elemento. Se comprarmos algum legume ou fruta, escolhemos aquele que nos parece mais inteiro, sem manchas ou feridas. Procuramos aquele produto que nos pareça mais novo, limpo e bem cuidado. Com o ser humano não é diferente, vivemos em busca de relacionamentos e pessoas que nos proporcionem a sensação de limpeza, segurança e integridade.
Falarmos de integridade e dividirmos a vida em departamentos ou áreas distintas e independentes umas das outras pode parecer incoerente. Mas, quando falamos em integridade na vida social, familiar, sentimental, espiritual ou qualquer outra, obviamente, o fazemos na certeza de que tudo isso representa o que somos e que essas áreas são completamente dependentes e interligadas umas as outras. Não podemos dividir o indivíduo em diversos departamentos e dizer que uma coisa não tem nada haver com a outra.
Entretanto, ao falarmos separadamente das diversas áreas da vida humana, facilitamos a compreensão daquilo que queremos absorver como ensinamento para nossas vidas. Para isso, quero pensar com você sobre como desfrutar de uma vida social íntegra. Para isso passamos a abordar alguns aspectos de nossa vida social.


A AMIZADE
Na vida em sociedade, sem dúvidas, a amizade é bem precioso e valorizado. Todos desejamos ter bom amigos e sermos respeitados pelas pessoas. No entanto, a amizade é uma faca de dois gumes, que pode proporcionar crescimento e agregar valores ou também pode desvirtuar o ser humano.
Muitas pessoas se perdem por meio das amizades e muito se pode aproveitar de uma boa amizade.
O salmo 1 nos fala da felicidade de saber escolher as boas amizades, não atentando para o conselho dos ímpios, não se dirigindo no caminho dos pecadores, nem se assentando na roda dos escarnecedores.
Para uma boa amizade, siga alguns conselhos:
1. Procure edificar quem está perto de você (Rm 15.2).
2. Evite a manipulação.
3. Analise sempre o que está sendo cobrado de você para manter uma amizade.
4. Tome cuidado com as amizades utilitárias.
5. O amigo verdadeiro não é aquele que diz o que queremos ouvir, mas aquele que diz a verdade.


O TRABALHO
Quando iniciamos a vida profissional, muitos sonhos afloram em nossas mentes, boa parte deles, alimentados pelos valores sociais de nossa época. Muito se fala em sucesso profissional, carreira de sucesso e coisas desse tipo, o que leva o indivíduo exatamente na direção contrária do seu próximo. É o caminho da competição.
Quanto mais se fala em valores éticos no meio profissional, mais as pessoas tem se digladiado umas com as outras na busca de melhores posições no ambiente de trabalho.
Dois valores bíblicos precisam ser destacados nesse tema, o primeiro é quanto a natureza do trabalho. Gn 3.17 e 1 Tm 6.6-9 nos mostram que o propósito do trabalho não nos enriquecermos ou alcançarmos sucesso, mas nos sustentarmos. Qualquer outro valor além desse é fantasia e manipulação social do sistema capitalista para que aumentemos a produção.
O homem não se realiza porque se tornou o melhor naquilo que faz. Ele se realiza à medida que as coisas que faz o tornam uma pessoa melhor. Dessa reflexão vem o segundo valor que a Bíblia apresenta sobre o trabalho. Cl 3.23 diz que tudo que fizermos, devemos fazê-lo de todo coração, isto é, integralmente, como para o Senhor.
Portanto, lembre-se:
1. Que sua realização não está no trabalho, mas em Deus.
2. Seja responsável em suas atividades profissionais.
3. Seja o melhor, não para superar o teu colega, mas para glorificar a Deus.
4. Seja honesto.
5. Não diminua o sucesso do teu próximo só por medo de ficar pra trás.


RESPONSABILIDADE SOCIAL
Responsabilidade social tem a ver com a nossa condição de cidadãos do mundo. Baseado no pensamento de Jesus, nós não somos desse mundo (Jo 18.36) e, portanto, poderíamos imaginar que não temos a menor responsabilidade sobre ele. Mas, Paulo nos diz que somos embaixadores de Cristo nessa geração (2 Co 5.20) e o próprio Senhor Jesus nos orienta a “dar a César o que é de César” ( ).
Dessa forma, não há como fugirmos à responsabilidade de sermos cidadãos desse mundo conturbado no qual vivemos. Sendo assim, devemos fazer de nossa vida uma luz para o mundo, um sal para a terra (Mt 5.13,14). Isto é, fazermos diferença no lugar onde vivemos.
Em 1 Ts 4.12 e 5.14-22 encontramos recomendações que nos ajudarão a experimentar uma vida social íntegra.
1. Tenha uma boa impressão dos de fora.
2. Seja pacificador.
3. Procure estar atento às necessidades alheias.
4. Promova a consciência sócio-ambiental.
5. Cuide de si, do seu lar, de sua vizinhança. Fazendo o que está alcance, faremos com que nossas ações alcancem proporções maiores.

Não pense que você será um bom cidadão do céu se não aprender a sê-lo aqui na terra.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SE EU FOSSE MAIS VELHO...


RICARDO GONDIM

Não estou com pressa de envelhecer. Meu pai padece há anos de uma doença que o deixou senil e caquético. A velhice me intimida. Sei que na terceira idade não só perderei a impetuosidade típica dos jovens, como me tornarei mais vulnerável às doenças degenerativas. Mesmo assim espero pelos meus dias de ancião, porque só os velhos podem dizer coisas proibidas aos jovens. Estou ansioso para que chegue o tempo de poder dizê-las.



SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que desistam do sonho de galgar a fama em nome de Deus. Contaria que já presenciei o desespero de alguns que, tendo almejado se destacar como referenciais de sua geração, vieram a descer do trem fatigados e destruídos pelo ônus da fama. Descreveria os bastidores de algumas “grandes” agências evangelísticas e de outras para-eclesiásticas, e como me enojei com a petulância de alguns evangelistas famosos. Falaria de minhas lágrimas, quando um deles afirmou que passaria por cima de qualquer pessoa desde que conseguisse estabelecer o que chamou de “reino de Deus”. Incentivaria os jovens a buscarem uma vida discreta, sem o glamour do mundo, a preferirem a senda do Calvário. Pediria que optassem por beber o cálice do Senhor em vez de desejarem os louros da glória humana.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu alertaria aos mais jovens que ambicionam subir os degraus denominacionais sobre o perigo de chegar ao topo sem alma. Narraria os conchavos da política eclesiástica como ridículos e fúteis. Candidamente, contaria casos de traição, logro e delação nas reuniões secretas de algumas cúpulas religiosas. Pediria que fugissem da ganância pela autoridade institucional. Ensinaria a desejarem autoridade espiritual, que não vem de negociatas, mas de uma vida piedosa e íntima com Deus.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Diria aos mais jovens que não se iludissem com o academicismo. Eu lhes revelaria como alguns acadêmicos usam da erudição para se esconderem de Deus. Não teria medo de mostrar que muita bibliografia citada em rodapé de página vem de uma vaidade boba. Algumas pessoas buscam se mostrar mais cultas do que na verdade são. Diria que certos eruditos são pessoas insuportáveis no contato pessoal e que eles também padecem dos mesmos males que todos nós: intolerância, indiferença e muita, muita soberba. Contudo, eu lhes pediria que fossem amigos dos livros. Pediria que lessem muito e diversificadamente; que usassem o conselho de Tiago na busca da sabedoria: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras. A sabedoria, porém, lá do alto, é primeiramente pura; depois pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento”. (Tg 3.13, 17.)

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que tomassem muito cuidado para não gastarem todas as suas energias nos primeiros anos de ministério. Exortaria, ilustrando o serviço a Deus como uma maratona e dizendo que não adianta se apressar nos primeiros anos. Contaria os exemplos de tantos que se arrebentaram antes da linha de chegada. Quantos pastores destruíram suas famílias e seus filhos no afã de serem úteis e produtivos! Quando chegaram os anos da meia idade, já estavam estressados e cansados! Falaria daquele dia em que o meu semblante descaiu ao ouvir um pastor dizer que só não saía do ministério porque, já muito velho, não sabia como retornar ao mercado de trabalho. Pediria que não perdessem a oportunidade de passear com os filhos no parque, de ler livros que não os úteis ao ministério, de curtir a sua mulher e de praticar algum esporte. Eu pregaria um sermão baseado em Mateus 16.26 e explicaria que, para Jesus, perder a alma tem um sentido mais amplo do que simplesmente morrer e ir para o inferno. Basearia minha mensagem na afirmação de que um pastor ou evangelista pode ganhar o mundo inteiro e acabar perdendo os afetos do cônjuge, os sentimentos dos filhos e dos amigos, a auto-estima, o sorriso, a capacidade de amar a poesia e de cantar canções de ninar. Enfim, perder a alma!

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que não desejassem o espalhafato espiritual nem as demonstrações exuberantes do poder carismático. Revelaria que alguns desses evangelistas americanos que muitos acreditam superungidos passam a tarde na piscina do hotel em que se hospedam, antes de encenarem a sua superespiritualidade em megaeventos. Não temeria denunciar alguns que se trancam em seus aposentos para assistirem a filmes na televisão e logo depois sobem às plataformas com o ar de santos da hora. Não hesitaria em alardear que muito daquilo que se rotula como demonstração de poder espiritual nasce de uma mentalidade que busca levar as pessoas a uma falsa euforia religiosa.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que a sexualidade é terreno minado e cheio de armadilhas. Contaria exemplos de ministérios que ruíram pela sensualidade. Alertaria que o grande perigo do sexo não vem da beleza, mas da solidão e do poder. Muitos pastores naufragaram em adultério porque se sentiram sós. Não tinham amigos verdadeiros. Viviam rodeados de assessores, sem um amigo com quem pudessem abrir o coração e pedir ajuda. Eu incentivaria os mais jovens a desenvolverem amizades, preferivelmente fora de seus quintais denominacionais. Suplicaria que fizessem amigos com coragem de falar coisas duras, olhando nos olhos. Lembraria que são fiéis as feridas feitas por aquele que ama.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que tomassem cuidado com os modismos teológicos, ventos de doutrina e novidades eclesiásticas. Falaria das inúmeras ondas que varreram as igrejas com pretensas visitações de Deus. Vermelho de vergonha, lembraria aquele culto em que se alardeou que Deus estava trocando as obturações por ouro. As pessoas se sujeitavam ao ridículo de investigarem a boca umas das outras e depois, ao confundirem as restaurações amareladas de material de baixa qualidade com ouro, saíam proclamando um milagre de Deus. Relataria a pobreza doutrinária daqueles que jogaram os evangélicos na paranóia da guerra espiritual e ensinaram às mulheres a vigiarem mais durante a menstruação por haver demônios que se alimentam daquele tipo de sangue. Imploraria que se mantivessem fiéis ao leito principal do evangelho, à doutrina dos apóstolos; que não deixassem de pregar a Cruz do Calvário.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos jovens que não procurassem imitar ninguém. Lamentaria a tentativa patética de alguns líderes de quererem ser clones de pastores e evangelistas de renome. Mostraria vários exemplos ridículos de igrejas que tentaram reproduzir no sofrido Brasil o modelo de igrejas abastadas dos subúrbios americanos. Admoestaria que soubessem aceitar-se. Pediria que não ficassem procurando repetir gestos, neologismos, tom de voz e maneirismos dos outros, pois acabarão sem identidade. Eu mostraria na Bíblia que Deus não nos cobrará por não havermos ensinado com a destreza de Paulo, ou nos portado com a ousadia de Pedro, ou escrito com o mesmo amor de João. Teremos de prestar contas ao Senhor apenas por não termos vivido nossa própria identidade.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Diria aos jovens que a obra que Deus tem para fazer em nós é muito maior que aquela que Ele tem para fazer por meio de nós. Diria que somos preciosos como filhos e não como servos. Melancolicamente, falaria que na velhice muitos sentem saudade dos tempos que poderiam ter sido íntimos de Deus, mas acabaram chafurdados nos pântanos de sua própria vaidade. Diria que na velhice muitos choram por saberem que o tempo da partida está próximo e que não escolheram a melhor parte, como fez Maria.

Eu deveria ter esperado para dizer essas coisas quando estivesse mais velho. Por impetuosidade, acabei dizendo antes do tempo. Contudo, acredito que não me arrependerei de tê-las dito agora.

domingo, 24 de janeiro de 2010

PRIMEIRA LEI ESPIRITUAL

Deus ama você e tem um plano
maravilhoso para sua vida.


O AMOR DE DEUS
" Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)

O PLANO DE DEUS
Cristo afirma: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância" (uma vida plena e com propósito). (João 10:10)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Escola Biblica Dominical 2010

Durante o ano de 2010 a Escola Biblica Dominical vai adotar uma nova metodologia de funcionamento para os jovens e adultos: durante todo o ano serão ministrados pequenos cursos com duração de alguns domingos e com temas variados.
Nosso primeiro tema é "As 4 Leis Espirituais" e nossa primeira lei estudada foi:
"Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida".

"Pois Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)

E as novidades não acabam por aí, agora você poderá fazer o download das aulas em aúdio, sempre na semana posterior ao estudos, disponibilizaremos no nosso blog um link para download do estudo.
Para fazer o download do estudo da Primeira Lei Espiritual click no link abaixo:


Primeira Lei Espiritual

(para fazer o download aguarde a contagem e click em baixar)