quinta-feira, 22 de outubro de 2009

NÁUFRAGO

Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus, e sabia que o Senhor o protegia. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar, um dos motores falhou e o piloto teve de fazer um pouso forçado no oceano. Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.

Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu ao Senhor por este livramento maravilhoso da morte. Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço construiu uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu ao Senhor, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.

Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim, com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual não foi sua decepção,ao ver sua casa toda incendiada. Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos: -Senhor! Como é que foi deixar acontecer isto comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa e o Senhor deixou queimar todinha. O Senhor não tem compaixão de mim? Eu sempre faço minhas orações diárias.

E assim permaneceu o homem durante algumas horas, envolvido em sua revolta e dor.

Passado algum tempo, uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:

-Que bom encontrá-lo... você está bem? Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro acompanhado de uma equipe:

-Vamos rapaz, nós viemos te buscar...

-Mas como é possível? Como souberam que eu estava aqui?

-Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e nos mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante.

O grupo entrou no barco e o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus familiares tão queridos.



A propósito, como anda a sua fé?

domingo, 4 de outubro de 2009

A ENCARNAÇÃO COMO MODELO


É difícil enfrentar mudanças, principalmente na área do comportamento. No primeiro "sermão" de Jesus aos seus discípulos ele enfatiza a necessidade de mudar ou inverter os valores e reações humanas previstas no dia-a-dia. Bem-aventurados os humildes de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os limpos de coração, os pacificadores, os perseguidos. Tudo isso é andar na contra-mão da sociedade em que vivemos. Aprendemos desde cedo justamente o contrário disso tudo. Ir ao mundo ou viver no mundo EM CRISTO exige mudança. Implica participação na vida das pessoas. Significa pensar, sentir, entender e levar a sério os valores daqueles que desejamos influenciar e alcançar com o Evangelho. A encarnação é o modelo. Jesus encarnou o modelo do Pai. Paulo encarnou o modelo de Jesus. Para todos os efeitos, a vida que um cristão leva diante daqueles que procura influenciar é uma prévia de como será a vida deles se assumirem o que estão ouvindo. De modo geral, as pessoas decidem assumir ou rejeitar o cristianismo de acordo com o que vêem. Em última análise, evangelismo não é uma técnica nem vários programas e investidas. É o anúncio de Cristo por palavras e vida encarnacional, ou seja, através do jeito que vivemos e encaramos a vida. "Todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória".